quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A crise na América

Um ano passado, desde o novo presidente Americano Obama assumir a casa branca, e os EUA ainda continuam em crise. O desemprego ainda é forte por lá, muitos profissionais de nível saem de casa de paletó, gravata e currículo debaixo do braço passando em média por dez, quinze empresas por dia em busca de "um lugar ao sol" no mercado e voltam pra casa desolados.
Na nossa área de RRPP as coisas andam muito bem obrigado.
vejam nessa reportagem de Christina Lima com algumas adaptações e destaques meus em negrito.

As empresas de relações públicas norte-americanas têm experimentado um efeito colateral positivo da recessão econômica: profissionais de RP passaram a ser solicitados para não apenas apagar incêndios e gerenciar crises, mas também para participar diretamente da estratégia dos negócios. De acordo com reportagem publicada na revista ‘The Economist’, embora algumas estatísticas apontem queda de faturamento e dispensa de funcionários no setor, nada se compara às perdas das companhias atendidas pelos RPs. Segundo a Veronis Suhler Stevenson (VSS), empresa de gerenciamento de fundos, os investimentos em relações públicas nos Estados Unidos cresceram 4% em 2008 e 3% em 2009, números expressivos se comparados aos da publicidade, uma escolha mais tradicional, responsável por gastos de 3% em 2008 e de 8% no ano passado.

O setor de RP está fazendo bonito, porque, entre outros fatores, sua operação é mais em conta do que campanhas publicitárias de massa e seu impacto nas mídias on-line e off-line pode ser facilmente mensurado. Como consequência desse momento favorável, as empresas de RP começam a invadir o território da publicidade: agora, além de tentar que seus clientes sejam mencionados na imprensa, elas ambicionam organizar eventos ao vivo, edição de blogs de empresas, lançamentos na web e outras ações. Christopher Graves, diretor da agência Ogilvy Public Relations Worldwide, arriscou dizer que, a partir de agora, ao observarmos os dois setores, ficará cada vez mais difícil distinguir onde termina o trabalho de um para começar o do outro.

“A tendência detectada pela revista ‘The Economist’ a respeito do significativo incremento do mercado de relações públicas nos Estados Unidos é reflexo do que a categoria vem discutindo já há alguns meses e, certamente, não se trata de uma realidade localizada apenas naquele país, mas de um fenômeno mundial em que a profissão está envolvida”, afirma Marcello Chamusca, diretor geral do Portal RP-Bahia e editor do Guia de Relações Públicas na Internet.

As transformações no cenário midiático também beneficiaram o mercado de relações públicas. Ficou ainda mais importante chamar a atenção do grupo cada vez menor de jornalistas que cobre negócios nos meios tradicionais e, ao mesmo tempo, ajudar as empresas a quebrar a resistência para tentar um novo modelo. Outro forte vetor de mudança é a ascensão da internet – que oferece mais ferramentas de medição do que a propaganda convencional – e das mídias sociais; muitas grandes organizações têm marcado forte presença em redes como Twitter e Facebook, supervisionadas pela equipe de RP.

De acordo com Chamusca, a tendência confirma que esse novo cenário – de decadência das mídias tradicionais e de crescimento da web – tem dado um grande impulso ao mercado, visto que o perfil do profissional de relações públicas que atua no contexto das organizações contemporâneas é mais conveniente para a atividade.

“A formação do RP é muito mais propícia para interagir nas mídias sociais, pois essas redes possuem uma arquitetura que privilegia a participação e que, por sua vez, necessitam de constantes técnicas de relacionamento para serem geridas. E quando o ambiente global é de crise sobressai-se naturalmente, a atividade que tem no seu DNA a mediação de conflitos”, comenta o também editor da revista digital ‘RP em Revista’.

Então caros colegas aproveitem a onda dessa oportunidade que as medias sociais porporcionam. Aproveitem a busca por novas estratégias no mercado onde a análise de público, trabalho de um RRPP, pode mudar o caminho de qualquer empresa.

domingo, 17 de janeiro de 2010

O Pulo do gato

Olá amigos, em virtude de estar a tempos sem blogar por aqui, considero essa nova postagem como o "pulo do gato". Parece brincadeira não é? Mas o assunto é sério.
Quando a gente passa um bom tempo sem escrever é que estamos desmotivados, existe algo que nos impede de sentar na frente de uma telinha e colocar nossos sentimentos, nossas idéias ao público. Pensando assim eu percebi que teria de voltar a postar, algo me chamava a escrever mais um pouco. Dessa forma eu, aqui sou, o "gato" e estou dando um pulinho, aliás um pulinho não, um ppuullããoo. Já se passaram muitois meses desde então para uma nova contiigência de um Relações Públicas.
Queria dizer a vocês que o RRPP Márcio Brandão não vai mais deixar esse blog largado ao léu.
Um abraço a todos.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Definição de Relações Públicas

Olá! Acordei um tanto inspirado hoje e resolvi atualizar esse "troço" aqui. Uma inspiração dentro de um contexto de reflexão. Eu adoro minha profissão, não poderia ter escolhido outra. Trabalhar com a Opinião Pública e pode analisar as tendências sociais e de relacionamento é muito interessante. Estamos redeados por redes geradoras de opinião. Redes influentes no direcionamento de um nicho social que vai influenciar outros em seguida, gerando uma estrondosa rede onde o público tem algo em comum: uma idéia, opinião gerada, visão, foco.
Partindo dessa premissa posso afirmar de "pés juntos" e de "voz altiva" que nós somos responsáveis por aquilo que levamos ao media. Assim como devemos saber de fato a fonte precisa de uma determinada idéia.
Venho assim com toda essa eloquência dar uma definição para a minha profissão - Ser um Relações Públicas é ter a capacidade de interagir com todo tipo de público e veículo de comunicação na área administrativa e social.
BINGO! Nós, RRPP, somos aqueles que fazem o papel de orientar a comunicação entre empresas e/ou clientes pessoais. Hoje em dia alguns colegas até têm o papel mais elevado na assessoria empresarial, a importância da comunicação na tomada de decisões entre partes interessadas é fundamental para o destino de uma organização, ou seja o RRPP está também no grupo administrativo-gerencial de uma organização.



segunda-feira, 22 de junho de 2009

A comunicação livre

Estamos à caminho da verdadeira liberdade

Há tempo venho escutando alguns colegas em relações públicas, lendo alguns e-mails desesperados sobre a decisão do STJ em relação à não obrigatoriedade de ter um diploma de jornalismo para exercer a profissão.
O jornalista não vai perder o seu cargo no jornal em que atua e não terá o salário reduzido por não ser necessário um diploma de nível superior para exercer a sua profissão. O que vai acontecer é que outras pessoas, sem a necessidade de ter um diploma de nível superior em jornalismo, terão plena liberdade a se expressar em qualquer media (mídia). Caberá às empresas selecionarem os seus profissionais para exercer a função.
Não é qualquer um que irá sentar na mesa da redação e mandar suas idéias mundo à fora, para isso tem de saber um mínimo de técnica, preparo. Por outro lado é certo que para trabalhar em áreas meio (comunicação social está inclusa) seja necessário em peso a vocação para a expressão e, o talento.
A nossa Constituição garante a liberdade de expressão, isso quer dizer que você ao ler esse blog pode escrever qualquer coisa e publicar o que desejar para qualquer pessoa ler o seu artigo. O media mudou, evoluiu e você mesmo, que gosta de escrever, que tem o "dom", o domínio da palavra, você que tem o seu blog com uma linguagem precisa, convincente e agradável, fez a conquista de muitos seguidores quando ao conectar a internet, não saem navegando pela rede sem antes dar um "pulinho", aquela espiada diária para ler o que você publicou. Bem vindo à modernidade!
Você chegou ao Séc. XXI e é inevitável uma necessidade de adaptação. Lembrei agora de um visionário do séc. passado que com a frase "O meio é a mensagem"(McLuhan) deixou muita gente perplexa, e revolucionou a Comunicação Social quando afirmou que a base, o alicerce de qualquer comunicação é o meio que a transmite.
Vejamos então algo a nível de momento presente e não ul-tra-pas-sa-do. A exemplo cito a imprensa dos EUA, lá os jornais estão saindo "da praça". Brevemente não mais existirão. Com a evolução relâmpago da tecnologia de informação não mais será necessário receber um periódico impressol em casa ou comprá-lo na banca de esquina. A informação nós já temos aqui mesmo na tela do seu PC, "notebook", iPodi, e outro meio de T.I. . Há anos que eu não compro, faço uma assinatura em um provedor, em parceria a um grande jornal, e com minha senha eu tenho acesso a qualquer informação que desejar, desde as manchete do dia até matérias específicas. Os blogs também se tornaram uma fonte de informação precisa, tão precisa que muitos jornalistas estão usando deste media para redigir seus textos e mandá-los ao mundo, a sua própria casa virou extensão do seu escritório e assim vamos ficando livres para nos expressar de forma abrangente ou precisa.
Ei, você! Comunique-se!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Dia do Relações Públicas

Olá amigos.
Vocês sabiam que o Relações Públicas, como o médico, o bancário ou o professor tem um dia em sua homenagem?
Então, o dia especial da nossa profissão é 02 de dezembro. Não esqueça.

Simbolicamente porque, na prática, a data comemorativa em si em nada valoriza a profissão, nem muda a rotina dos profissionais no seu dia-a-dia.

Importante porque é o dia em que paramos para pensar na importância que temos no contexto da sociedade contemporânea e no qual refletimos sobre os avanços, as vitórias e também sobre as derrotas e fracassos que tivemos.

É o dia em que analisamos o que precisa ser repensado, pois não está respondendo a contento, e o que deve ser potencializado, porque surtiu efeito positivo e nos permitiu avançar.

Então passe adiante essa mensagem a seus colegas profissionais da nosa área!



sexta-feira, 22 de maio de 2009

Prêmio Relações Públicas do Brasil

Quarta edição do Prêmio Relações Públicas do Brasil já tem número recorde de indicações

Com apenas quinze dias de lançada, a quarta edição do Prêmio Relações Públicas do Brasil já alcançou o maior número de indicações da sua história. Já são mais de mil e duzentas indicações, nas quatro categorias da premiação. As indicações podem ser realizadas até o dia 21 de junho de 2009.

Se você ainda não fez a sua indicação, faça agora através do endereço: www.rpdobrasil.com.br e ajude a eleger os Relações Públicas do Brasil de 2009.

Vamos votar?

Abraço a todos!


terça-feira, 19 de maio de 2009

DESCRIÇÃO DO CARGO DE ASSESSOR DE RELAÇÕES PÚBLICAS

Texto interessante. Um esclarecimento aos profisisonais de RR.PP. e às devidas empresas contratantes.


Roberto Porto Simões

Professor da FAMECOS -– PUC/RS

O recrutamento de profissionais de Relações Públicas, através de anúncios nos jornais, tem revelado indícios de desconhecimento desta atividade por parte dos responsáveis pelo recrutamento, quer seja o próprio empresário, quer seja o encarregado pelos recursos humanos.

Se me permitem o exemplo, a fim de clarificar este ponto, o nível atual de solicitação de profissionais de Relações Públicas, comparando-se à medicina, seria o de solicitar um médico, com curso de auxiliar de enfermagem, para a única tarefa de aplicar injeções, ou seja, um absurdo. Porém os anúncios continuam, significando a necessidade, apesar dos erros de conteúdo e forma. Isso nos leva a inferir dois pontos:

*

a potencialidade dos profissionais de Relações Públicas não está sendo corretamente explorada.

*

talvez esteja acontecendo também com outras profissões, caso isso seja verdade.

Dito de outro modo, a empresa não está sendo eficaz no uso de seus recursos humanos e, assim, jogando dinheiro pela janela. Portanto, julgamos útil explicar uma descrição de cargo ampla do assessor de Relações Públicas, buscando minimizar, na parte que nos diz respeito, o mau aproveitamento dos insumos de pessoal.

Cargo

Assessor de Relações Públicas

Objetivo:

*

Otimizar o processo decisório organizacional nas políticas e atividades de Relações Públicas.

*

Estabelecer a integração os grupos que afetam os objetivos da organização.

Funções

Pesquisa, Planejamento, Assessoramento, Execução, Coordenação e Avaliação.

Tarefas:

*

Em Pesquisa:

*

Realiza e/ou manda realizar por empresas especializadas em sondagem de opinião, pesquisas de opinião e atitudes sobre a imagem, o conceito e a credibilidade da organização;

*

Coleta informações através da imprensa escrita, falada e televisionada;

*

Identifica e caracteriza os públicos (grupos que afetam os objetivos da empresa);

*

Realiza pesquisa de leitura e leitura e leiturabilidade;

*

Realiza pesquisa de hemerografia;

*

Coleta sugestões solicitações e queixas;

*

Analisa e interpreta os dados das pesquisas;

*

Experimenta novos métodos e técnicas de Relações Públicas.

*

Em Planejamento:

*

Elabora o planejamento de Relações Públicas, constituído de objetivos, estratégia, tarefas, cronogramas e orçamento;

*

Elabora programas de Relações Públicas;

*

Seleciona métodos e técnicas de Relações Públicas.

*

Em Assessoria:

*

Fornece pareceres, apresenta alternativas e recomenda atividades à decisão da Direção sobre: estratégia e políticas de Relações Públicas; políticas de propaganda institucional; política de mecenato (doações), motivação dos recursos humanos e política de responsabilidade social;

*

Assiste à Direção e qualquer elemento de organização em todas as oportunidades de representação da empresa.

*

Em Execução:

*

Cria, redige, produz e distribui informações específicas do seu setor, tanto para a imprensa, como para outros públicos específicos;

*

Supervisiona a criação e a produção de folhetos, cartazes, quadros de avisos, mostras, audiovisuais, filmes, relatórios e outras peças;

*

Organiza e realiza atos culturais, como, congressos, conferências, seminários, encontros, etc.;

*

Organiza e realiza atos sociais como, aniversários, jantares, coquetéis;

*

Organiza e realiza eventos especiais, como, inaugurações, comemorações, visitas, open-house, viagens;

*

Dirige o cerimonial;

*

Redige discursos, mensagens etc;

*

Organiza e assiste entrevistas individuais e/ou coletivas com a imprensa ou outros grupos;

*

Visita líderes de opinião;

*

Representa a empresa em atos públicos;

*

Supervisiona o arquivo de públicos, de imprensa, fotográfico, clichês, fotolitos, discos, documentação etc;

*

Administra material, pessoal e verba do seu setor;

*

Informa à Direção de todos os problemas de Relações Públicas em potencial, recomendando soluções (10% do seu tempo);

*

Emite e responde correspondência.

*

Em Coordenação:

*

Coordena as políticas e atividades das filiais e dos setores (departamento) da organização.

*

Em Avaliação:

*

Avalia os resultados dos planejamentos, programas, métodos e técnicas, orientando as reformulações ou esforços necessários.

Repórter

O assessor de Relações Públicas reporta-se à Direção, ligando-se, contudo, em nível técnico, administrativo e operacional a todos os setores da empresa.

Nível de instrução e experiência

Curso universitário de Relações Públicas e com uma experiência mínima de cinco anos.

Pessoal subordinado

O elemento principal de auxílio ao Assessor é o Assistente de Relações Públicas, cuja função é secundar o Assessor em suas atividades e realizar todas aquelas tarefas que venham a facilitar o trabalho da chefia. O nível de instrução deste elemento também deve ser universitário (pois será o substituto imediato em qualquer caso de ausência, em outras palavras, o "sombra"), no entanto não é necessário nenhuma experiência. Boa política, neste nível, é admitir estagiários.

Finalizando, sugerimos que no processo de administração, antes de formar o contrato de trabalho, seja realizado o contrato psicológico entre o Diretor e o Assessor, isto é, seja esmiuçada a descrição de cargo e as expectativas de ambas as partes quanto ao trabalho a ser realizado, a fim de que o assessor possa, saiba e queira desempenhar corretamente sua função e de que as expectativas da Direção não sejam frustradas, mas correspondidas e assim haja um diálogo ente as partes.

Originalmente publicado no número 8 do jornal O Público, órgão informativo da Associação Brasileira de Relações Públicas – Seção Estadual de São Paulo, em abril/maio de 1980, página 4.